AMOSTRA INDEFORMADA (BLOCO)

Uma amostra indeformada é o solo que se corta, retira-se e acondiciona-se com as menores alterações possíveis. A viabilidade técnica e econômica da obtenção de amostras indeformadas é função da natureza do solo a ser amostrado, da profundidade em que se encontra e da presença do nível d’água. Esses fatores determinam o tipo de amostrador e os recursos a utilizar. Algumas formações apresentam maiores dificuldades que outras no processo de extração de amostras indeformadas. 

A coleta de amostra indeformada próxima à superfície do terreno natural, ou próximas à superfície de uma exploração acessível se da através de utilização de amostradores em que o processo de avanço é por aparamento (cilindros e anéis biselados) ou escavações (blocos).

Aspecto da amostragem geralmente de forma cúbica ou cilíndrica com representatividade da estrutura e teor de umidade do solo (na data de sua retirada), além da textura e composição mineral.

Utilizado para determinar características do solo “in situ”:

  • os índices físicos;
  • coeficiente de permeabilidade;
  • parâmetros de compressibilidade;
  • parâmetros de resistência ao cisalhamento.

Amostragem Pode ser obtida de diversas maneiras dependendo da cota da amostragem, da densidade do solo e da posição do lençol freático.

Amostragem para solos moles abaixo do nível d’água geralmente é extraída com auxílio de amostradores de parede fina, para solos acima do nível d’água e mais densos o método mais utilizado consiste na abertura de um poço até a cota de interesse e retirada de um bloco de solo usando uma caixa metálica ou de madeira como fôrma e com dimensões apropriadas ao tipo e número de ensaios a realizar.

O tipo mais simples de amostra indeformada é a retirada de um bloco de solo obtido cortando-se um pedaço de solo do tamanho desejado e cobrindo-o corretamente para evitar perdas de umidade e rupturas, em seguida, se identifica o bloco atentando-se para a marcação das faces superior e inferior, visto que a posição da amostra no maciço original de solo, dependendo da análise a ser feita, poderá ter grande influência nos resultados obtidos.

Deve-se iniciar a escavação em sua volta da região a ser extraído o bloco até que a altura do mesmo seja aproximadamente igual à altura da caixa que irá acondicioná-lo, deixando uma folga entre o bloco e caixa para que o bloco possa entrar com folga na caixa. Portanto o bloco deve ser um pouco menor que a parte interna da caixa). Impermeabiliza-se o bloco com parafina derretida, em seguida o mesmo é envolvido com o morim e novamente coberto por parafina derretida para dar consistência ao bloco. Coloca-se a caixa sobre o bloco e faz-se o arrasamento na base do bloco. Posteriormente vira-se o conjunto caixa/bloco e acerta-se a base do bloco de forma a tornar uma superfície plana, posteriormente parafina-se a base do bloco que ficou voltado para cima, envolve-a com morim e parafina-se novamente e prega-se a base da caixa.

Esse método só pode ser empregado em solos que não se deformem, desagreguem ou quebrem quando são removidos.

 

Os cuidados a serem tomados com essas amostras devem ser ainda maiores do que aqueles com uma amostra deformada. (desde a abertura do poço até sua utilização em laboratório). Estes cuidados com a amostra permitem a manutenção do teor de umidade e da estrutura do solo “in situ”.

A NBR 9604/86 é a norma regulamentadora que rege a abertura de poço e trincheira de inspeção em solo, com retirada de amostras deformadas e indeformadas.

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